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restauración

ficha técnica

POESIA EXTRANJERA
O SOPRO DE UM LAMENTO
O SOPRO DE UM LAMENTO
(edición digital)
2013
78
978-989-736-072-5
PDF
Portuguese
4,50
(IVA inc)*
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sinopsis

Orgulho-me em ter sido convidada e ter a possibilidade de deixar aqui algumas palavras acerca de um grande Amigo e um grande Homem, sempre disponível a ajudar. Conheci o autor desta obra no início de 2010, quando ambos frequentávamos um curso de formação. Ficámos amigos mesmo antes de eu conhecer a sua escrita. Um certo dia falou-me que por vezes escrevia uns textos poéticos, embora raramente o fizesse. Fiquei obviamente curiosa e pedi-lhe que me mostrasse. Quando li um conjunto de sonetos e outros poemas que me enviou foi uma surpresa enorme porque não estava à espera de algo tão fascinante. Quando lhe disse que os poemas dele deviam ser publicados porque estavam ao nível de outros poetas conhecidos, a primeira coisa que ele me disse foi que não era poeta mas sim um fazedor de textos . Hoje ele diz-me que foi a minha insistência que o conduziu à publicação do seu primeiro livro, O Sonho e as Cinzas editado no final do ano 2010. Uma vez mais, foi com uma enorme alegria que recebi a notícia que haviam editoras interessadas em publicar o seu segundo livro, mas ao mesmo tempo fiquei muito embaraçada quando me pediu para redigir o prefácio desta obra que vos apresento. Para mim é mais fácil falar do autor do que da obra porque prefaciar um livro é mais da competência de um crítico literário ou de um poeta. Eu apenas sou uma amante da poesia. Este convite causou-me uma certa vaidade, pois entendo que não me achando a pessoa indicada, sou alguém que ocupa um lugar de especial importância na vida do autor. As primeiras palavras que me vêm à mente ao evocar o autor são: altruísmo, humildade, sensibilidade, amizade, amor e paixão? um sonhador de sonhos de gente simples como ele diz num dos seus poemas. Esta panóplia de sentimentos aliada a uma forte e invulgar inspiração poética, digna de alinhar com outros grandes poetas, resulta numa obra capaz de emocionar todos os amantes da poesia. Ele diz que a beleza da poesia está na subjectividade e por tal motivo a riqueza de um poema está no espírito de quem o lê. Mesmo que à sua poesia, segundo o autor, não possa ser associada uma experiência vivenciada, uma vez que a obra é ficcionada, também não se pode dissociá-la do sentimento com que se envolveu com o objecto imaginário no acto da escrita. A obra é composta por 60 sonetos, 10 dos quais fazem parte do seu primeiro livro. O amor é o tema central nesta obra rica de expressões eloquentes que resultam em versos cheios de ritmo e vivacidade capazes de comover qualquer coração menos sensível: Perdi-me no bailado de um sorriso, rasguei o ventre de uma alma tamanha e amanheci tão longínquo e impreciso sob a luz de uma estrela linda e estranha! ou Mais ninguém me acende estrelas, assim, como tu!? . O sentimento de perda da pessoa amada como é notório em alguns dos seus poemas transporta-nos para um ambiente mais penoso: Silenciaste-me dentro do teu peito e, sem embrulho, jogaste-me fora!... . A perda do amor é para o autor não mais que a perda da criança em que esse mesmo amor o havia transformado: ? porque em mim se fez luto de repente e tudo o que foi luz se fez ausente no mesmo céu em que me fiz criança!... . Na sequência de um amor ferido ou não correspondido, o autor apela à sua amada na esperança de conquistar ou reconquistar o seu coração: Não me odeies, meu Amor, não me odeies mais! Hoje o meu Amor está todo em ti... ou Volta p'ra mim!... Escuta o grito aflito do teu menino e dá-lhe o teu regaço... . Ao longo do livro iremos encontrar também, em alguns poemas, outras temáticas que não o amor: A vida... a vida é estar sempre acordar de um sono que não se chegou a ter! ou Se as granadas fossem feitas de pão p ra estilhaçar nas barrigas vazias! . Poderia transcrever a beleza de muitos poemas desta obra, no entanto prefiro que sejam os leitores a descobrir por si próprios toda a emoção contida em cada verso que encanta até um ser menos espiritual. Para terminar, o autor confessou-me que a maioria dos textos foram escritos na esplanada de uma pastelaria na companhia de umas cervejolas , mas nada de grave. Como ele diz: Bebo apenas o necessário para sentir a leveza do espírito . E como recomendação, aconselha os leitores a tomarem um copo antes da leitura, sem gravidade. Ao meu querido Amigo Luís Temprilho (Poeta João d Avó) e a todos os leitores desta obra e amantes da poesia, desejo do meu coração as maiores felicidades do mundo. Fiquem bem! Ana Melo


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